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Diário da Mongólia • Travel

16 de Maio de 2017 -
"Noestrangeiro 2.0"
Por: Milena Mendes

 

 

Hoje é dia 16 de maio de 2017, terça-feira. Nesta data, completam-se três anos que eu retornei ao Brasil após minha primeira experiência “no estrangeiro”, sendo que hoje estou novamente no exterior. Daí o título desse capítulo.

Foram 25 meses longe de casa, sendo que a saída fora aos então recém-completos 21 anos de idade. Foi tempo o suficiente para construir memórias indestrutíveis ao tempo. Agora, a história repete-se.

Eu já li alguns textos online sobre como pessoas julgam o tal do morar fora. Muita coisa tem me acontecido nessas últimas semanas que, hoje, me levaram a escrever sobre esse assunto sob a minha perspectiva.

Não vou falar sobre quem saiu do teto dos pais para o dos tios ou quaisquer familiares, mas para quem arriscou o chegando-lá-a-gente-vê-se-dá-certo, sem nenhum conhecido por perto. A fé é um fator importante aqui — não importa em quem (ou o quê). 

Feche os olhos e imagine-se indo do seu quarto até a cozinha, no meio da madrugada, com todas as luzes da casa apagadas. É fácil ou difícil chegar lá? Tromba em algum móvel? Sabe onde está cada quina de parede?

Depois de algum tempo morando no mesmo local, a gente se acostuma. O caminho fica mais automático. O cérebro reage diferentemente. Porém, no começo não é bem assim. Leva-se um tempo para lembrar onde fica o quê, como chega aonde, onde encontra isso ou aquilo. Para mim, o morar fora assemelha-se a isso.

Sair de casa tem um monte de vantagens e desvantagens, apesar de que tudo varia de acordo com a perspectiva desejada. O desafio pode ser maior ou menor, dependendo do grau dos óculos-da-coragem que se usa. 

Talvez meu pensamento soe um pouco inconsequente, mas eu sou do time que é a favor do meter a cara e ver no que vai dar. As chances de uma mudança darem certo dependem de fatores externos (acomodação, trabalho, sociedade, clima, etc.) mas, na minha opinião, dependem ainda mais dos internos (como a gente decide encarar uma situação). 

O “mas e se não der certo?” não funciona muito comigo. Morar fora me ensinou, e continua a ensinar, que a mente-sã e o auto-controle são uma dupla infalível para o sucesso de uma aventura. 

Aqui na Mongólia, conforme já escrevi em textos anteriores, os desafios são grandes, dada a cultura tão diferente da Brasileira e Americana, às quais eu fui acostumada a enfrentar. 

Mas, nesses quase quatro meses de vida asiática, apesar de cada perrenguinho que já apareceu como espinho na rosa que é essa experiência, não houve um momento que eu decidisse fazer as malas e retornar para casa.

Pelo contrário, me ajudaram a relembrar que “casa” é onde nós estamos. Pode ser que “lar” seja onde os amados estejam, mas isso é outra história. Depende de mim encontrar soluções para os problemas que surgem, ou sentar e ficar chorando por eles — o que não vai mudar a situação. 

Eu amo ouvir histórias de como e por quê as pessoas chegaram onde estão. Aqui na Mongólia, então, que nem saber onde ficar no mapa eu sabia (desculpa minha ignorância e franqueza), é cada resposta que recebo que daria para escrever um livro todo baseado apenas nos relatos dos estrangeiros e viajantes. 

E eu faço questão de conhecer o máximo possível de estranhos, ainda que geralmente por tempo muito curto dado o período de viagem de cada um. Nunca tem uma resposta igual à outra. 

Morar fora tem umas surpresas que a gente nem imagina. Ouvir essas diferentes histórias me fazem viajar sem sair do lugar. Me enriquecem sem me dar dinheiro. Me fazem sonhar acordada. E quem não gosta de uma pitada de novidade no dia-a-dia, né? Eu, então, gosto é de uma jarra toda.

Se você tem pensado em fazer uma viagem, tenha em mente duas coisas: não é preciso muito dinheiro para se aventurar e você não vai se arrepender. Conversas com quem já viveu o que você quer viver, buscas por informações online e, acima de tudo, o planejamento são ferramentas essenciais para o êxito na jornada. E aí, qual é o próximo destino? 

Milena Mendes
 
 
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