Dr. Belmiro d'Arce • Articulistas

02 de Outubro de 2017

Belmiro d´ARce: Hábitos de vida determinam nossa saúde

Sem chutar o balde
“Faça isso, faça aquilo, não faça isso, não faça aquilo”, enfim, ser dirigido, receber ordens sobre o que fazer e o que não fazer é uma condição que ninguém gosta. Pior, quando as ordens são para a pessoa fazer o que não quer e não gosta, ou deixar de fazer o que gosta e está acostumado. Para cuidar de nossa saúde, vivemos essa realidade de ouvir instruções e o dilema de decidir entre o que preferimos e o que é saudável. Essas decisões, verdadeiramente, determinam a qualidade e a duração da nossa vida, assim, é preciso que, para com elas, tenhamos maior entendimento e exercitemos melhor reflexão. Como os hábitos de vida determinam nossa saúde, optar por fazer o que é saudável, em vez de somente atender nossos desejos, passa a ser uma ques tão de inteligência e bom-senso; sem dúvida, o melhor caminho. Porém, nossas limitações humanas impedem que tomemos as decisões certas, naturalmente, mas, sim, influenciados e atraídos pelos extremos de fazer o que é péssimo e o que é ideal. Nessa faixa ampla de opções precisamos nos situar.
A FORÇA DO MAL
Em qualquer circunstância, quando se trata de agredir o corpo, importam a intensidade, a duração e a frequência das agressões, para determinar os tipos e a gravidade das consequências que virão.  
SEMPRE OU ÀS VEZES
A frequência faz diferença. Uma coisa é agredir o corpo todos os dias, o dia todo, e outra é fazer isso esporadicamente: um dia, um período, o final de semana, uma vez ou outra, para cometer alguns pequenos “abusos” é menos prejudicial do que fazê-lo sempre.   
DENTRO DE LIMITES
Não ter um estilo de vida perfeito, ideal, não significa viver sempre cometendo o extremo do abuso. É melhor não exagerar, não chutar o balde. Não se trata de nunca fazer uma extravagância, mas, de limitar as agressões ao que o corpo pode suportar, sem se fragilizar, podendo seguir funcionando bem, sem adoecer.
COMPENSAÇÃO VALIOSA
Saiu do sério, fez uma extravagância maior ou menor? Compense: logo a seguir, no mesmo dia ou no dia seguinte, descanse seu corpo, comendo menos, pulando uma refeição, fazendo um dia de jejum e bebendo muita e muita água.
ERRAR MENOS
Sem ser perfeitos, podemos errar menos, agredir menos, abusar menos, sem exagerar tanto, quando, vez ou outra, optarmos por fazer uma extravagância contra nosso corpo.
DOMÍNIO PERIGOSO
É preciso cuidado, estar atento, para conseguir estabelecer limites e não se deixar dominar pelas práticas prejudiciais, pois elas determinam vício, dependência e o desejo cada vez maior de usá-las.
COSTUMES ESTABELECIDOS
Há quem consiga viver dentro de princípios mais rígidos de hábitos de vida e saúde, sem sofrer, sem que isso represente sacrifícios. Para essas pessoas, os bons hábitos se tornam automáticos e absolutamente prazerosos.
PRÁTICAS NATURAIS
A perseverança na prática dos hábitos saudáveis faz com que eles se tornem naturais, fáceis de ser observados; não são pesos e não exigem provas permanentes e insuportáveis de renúncias. Enfim, segui-los não é uma luta; obedecê-los não é um sofrimento.    
VIDA NOVA
Bem cuidado, o corpo deixa de depender dos prazeres prejudiciais e passa a viver muito bem sem eles. Não é uma eterna batalha para controlar desejos não saudáveis; eles, simplesmente, desaparecem.
FAZER O POSSÍVEL
Sem não fizer o ideal por sua saúde, faça o possível, faça o seu melhor. Você vai se surpreender fazendo o que imaginava não ser capaz; mudando o que achava não ser possível mudar e, assim, conquistando benefícios extraordinários para sua vida. E lembre-se: se abusar não chute o balde.

 

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Willy Macedo