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03 de Outubro de 2017

Ganhar dinheiro a qualquer custo, definitivamente não vale a pena.

Executivos da Odebrecht, a diretoria da Andrade Gutierrez, Eike Batista, os irmãos Wesley e Joesley Batista, dentre muitos outros são exemplos de que não vale a pena   ganhar dinheiro a qualquer custo.

Fico imaginando se estes empresários tivessem investido num caminho mais reto, ao invés de ajudar a corromper este país. Provavelmente, agindo honestamente, com a competência técnica e coragem que carregam; poderiam não ganhar tudo que ganharam, mas, com certeza, seriam ricos: milionários ou até bilionários. Com uma “pequena” diferença: dormiriam tranquilamente. E, principalmente, tudo que tivessem ganhado seria deles por lei, direito e merecimento.

Falando de exemplos, realmente estamos carentes destes. Como diz Leandro Karnal, os pequenos atos de corrupção ainda permeiam nossas vidas cotidianas: é a criança que burla as regras e os pais não dão a mínima, é o adulto que ultrapassa pelo acostamento ou mente a idade do filho para que este entre de graça no circo, na frente destes. E, assim as crianças levam consigo exemplos que os ajudarão a tomar decisões na vida adulta.

Existem relatos de brasileiros que dizem existir em outros países, por exemplo, catracas de metrô de livre acesso, destinadas aqueles que esquecerem o passe em casa e que, pasmem, são utilizadas raramente. Bancas de frutas que ficam a “Deus dará”: as pessoas pegam a mercadoria, deixam o dinheiro e recolhem o troco, sem ninguém para fiscalizar. E, funciona.  Recentemente, antes da passagem do furacão Irma pela Flórida e durante a evacuação de milhares de pessoas, observava-se engarrafamentos gigantescos, mas, não se via carros trafegando pelo acostamento. No Japão, nem lixo é encontrado na calçada, muito menos bueiros são entupidos por eles.

Mas, ainda há tempo de corrermos atrás da educação e consciência que o nosso amado país carece. Exemplos até existem, contudo, são embriões de projetos e iniciativas. Espera-se que estas progridam e passem a ser regra ao invés de exceção. 

Bons exemplos parecem pairar no entorno do poder também, a que tudo indica a lei será aplicada. Lula é um exemplo disso, mas, não o único. O ex-presidente está condenado a 9,5 anos de prisão e outros processos estão em andamento. Temer também está na mira e, como diz o advogado criminalista Antonio Claudio Maris, “pau que mata Michel, mata Lula, pau que matou Lula pode matar Michel”. Apesar das manobras e esforços incansáveis para se livrarem das acusações, ainda acredita-se que a justiça será feita, doa a quem doer. Deputados e senadores estão em alerta, pois, tanto os exemplos bons como os ruins, sempre terão força.

* É consultor de empresas, CRA: 6-003457, professor executivo/colunista da FGV/ABS (FGV/América Business School) de Presidente Prudente. Contato/Whats: 18-99723.3109

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