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Diego Aria Ceccato • Articulistas

20 de Abril de 2018 -
Politicamente correto - A censura de nosso tempo.
Por: Diego Aria Ceccato

Antes de criticar o politicamente correto ( que com certeza irei fazer!), acredito que seria mais didático explicar de forma rápida e superficial o que é e qual é a sua origem. O politicamente correto surgiu nos anos 60 nos Estados Unidos. Nesse período a sociedade americana começava a conviver com a entrada e participação de negros em diversos setores da sociedade. Foi um momento em que negros passaram a frequentar, ou ao menos ter o direito legal de frequentar, os mesmos lugares que outrora eram utilizados exclusivamente por homens e mulheres brancas. Isso requereu dessa parte da sociedade branca americana uma certa educação doméstica, uma vez que já não deveriam mais fazer piadas, brincadeiras e insinuações que antes faziam em um ambiente só de brancos. O politicamente correto nasceu então como uma ideia de respeito ao se referir a de que grupos de minorias, com o cuidado de usar determinadas expressões que pudessem desrespeitar parte da população mais vulnerável. Como sabemos, essa ideia evoluiu para um viés mais radical e autoritário.

 
 

Passado um certo tempo de sua existência, no Brasil e mundo a fora, o politicamente correto tenta pautar o que pode e o que não pode ser falado no debate público. Ele evoluiu de um motivo nobre, o de respeitar grupos minoritários, a um certo tipo de censura, utilizados por grupos que buscam constranger e no limite, até mesmo censurar todos que pensam diferente deles. Se escondem atrás das máscaras de paladinos da justiça para acusarem a todos que emitam opiniões contrárias a pauta que tentam impor. Cada vez mais esse movimento perde força, mas seu discurso ainda encanta muita gente. O método é simples. Se dizem amantes da humanidade e defensores dos oprimidos. Partindo disso, eles travam qualquer discussão ao acusar o adversário das piores coisas possíveis. Se você é contra cotas raciais por exemplo, para eles não há discussão, de imediato você já é um racista, insensível. Se você é favor da meritocracia e do livre mercado, logo já é um burguês opressor, e a discussão do mérito se perde, afinal quem irá discutir com um racista, insensível, machista e por aí vai. Há vários outros exemplos. No campo do radicalismo do movimento LGBT, há hoje no debate público quase que uma censura imposta. Não há questionamento possível contra esse grupo, basta contesta-lo para ganhar a pecha de homofóbico e mais uma vez a discussão se perde.

Os grupos organizados são sem dúvida aqueles que mais se utilizam das armas desse fenômeno. Nada pode ser dito contra eles. Mesmo que de forma muito bem fundamentada, uma crítica contrária e você irá sentir o poder da máquina de destruição de reputações desses grupos. Tente discutir com uma feminista sobre o papel da mulher na sociedade. Tente mostrar argumentos razoáveis explicando os possíveis motivos de mulheres ganharem menos que homem. Impossível! Para o movimento você não passará de um machista, sexista, misógino e outras palavras esquisitas com definições vazias.

Veja, ninguém está reivindicando o direito de ser xingar, maltratar e humilhar e discriminar todo e qualquer grupo minoritário. O que se pede é o direito de expressar opiniões, mesmo que estas contrariem os interesses da militância desses grupos.

Algo que para mim deixa claro a picaretagem dos grupos que defendem o politicamente correto é que eles próprios atacam de maneira feroz grupos religiosos e conservadores, utilizando todo tipo de xingamentos e expressões das mais agressivas possíveis. Mas uma única palavra mais assertiva contra seus próprios grupos, é motivo para o circo começar.

Eu não tenho medo da patrulha, por isso afirmo categoricamente, politicamente correto é censura dos tempos atuais.


Diego Ceccato, professor de química, conectado no mundo das inovações. Idealizador da startup Personaulas.

e-mail: diegoceccato@gmail.com

 

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