Personalidades Prudentinas • Gerais

10 de Março de 2019

UBIRATAN SEVILHA - Miséria da África comove dentista de Presidente Prudente

Nas aldeias de Moçambique, País de língua Portuguesa, localizado na região mais pobre do mundo, a África Subsaariana - um milhão de pessoas sofre com a fome e consomem água suja. A maioria são crianças órfãs de pais mortos pelo HIV e malária. Trabalham em troco de um prato de comida e não vão à escola. As pessoas chegam a ficar até 3 dias sem nenhuma refeição e andam quilômetros para conseguir 20 litros de água não potável. Há regiões em que não chove regularmente há 14 anos.

Ubiratan Sevilya despedindo-se do amigo de Muzumuia

 

Ubiratan participa do atendimento médico e distribuição de medicamento: “Compareram mais de 300, alguns percorreram 25 km a pé para conseguir um analgésico” — em Chicualacuala.

 

 

Essa realidade atrai voluntários de todo mundo, para socorrer a miséria moçambicana, contribuindo para amenizar o sofrimento daquele povo.

O cirurgião dentista Ubiratan Sevilha está retornando de lá neste final de semana, após participar de uma missão da ong Fraternidade Sem Fronteiras. O grupo levou 2,5 toneladas de medicamentos, material de higiene e alimentos.

“Em ambiente de incentivo à vivência fraterna, levamos alimentação, cuidados com a saúde, orientação à higiene, atividades pedagógicas, recreativas e culturais”, explicou Sevilha, que atuou durante 10 dias na região de Muzumuia, Província de Gaza, no interior de Moçambique, num grupo de 12 voluntários brasileiros, alguns médicos, enfermeiras e dentistas.

“Foram 10 dias de ação do bem”, afirmou. Segundo ele a ong abriu dezenas de poços artesianos, casas e escolas, numa região de alto índice de orfandade, AIDS, fome , seca e ausência do poder público.

 

Criança moçambicana: “alegria delas é contagiante, mesmo diante do sofrimento”, constatou o cirurgião dentista de Presidente Prudente

 

 

Crianças aguardam pela ajuda humanitária, em Chicualacuala, na fronteira com o Zimbábue

 

 

“Alguns amigos dizem que no Brasil temos problemas, sim, é verdade, mas nada se compara com a África. No Brasil os programas de governo, igrejas, prefeituras e outras ações atenuam o sofrimento”, relatou.

Ubiratan, que tem consultório odontológico em Presidente Prudente disse que durante esse período vivenciou situações “de cortar o coração”, como encontrar famílias de crianças órfãs que cuidam dos irmãos menores, uma delas com três meninas e um menino de 1, 2 , 5 e 7 anos de idade, vivendo em condição “dolorosa e desafiadora”, definiu. A equipe da ong Fraternidade sem Fronteiras rapidamente se mobilizou para o atendimento básico. O bebê foi amamentado com o leite artificial e as crianças incluídas num programa para serem assistidas no Centro de Acolhimento. O grupo propõe construir uma casa para eles, que custa por volta de 3.500 reais e comprar colchões mantas e utensílios. Interessados em colaborar podem depositar qualquer valor na conta da Fraternidade sem Fronteiras (  Banco do Brasil -  Ag.: 5783-5 C/c. 26224-2)

Em Moçambique há mais de um milhão de órfãos e mais de 610 mil deles o são devido ao HIV/Aids. Mais de 24 mil famílias são chefiadas por crianças.

 

Ubiratan Sevilha: “Alguns amigos dizem que no Brasil temos problemas, sim, é verdade, mas nada se compara com a África. No Brasil os programas de governo, igrejas, prefeituras e outras ações atenuam o sofrimento”

 

 

“Seguimos servindo, conectando corações, amenizando o sofrimento e promovendo a dignidade humana. Vamos juntos?!”, convida Ubiratan Sevilha para todos conhecerem o trabalho da ong www.fraternidadesemfronteiras.org.br

A Fraternidade sem Fronteiras organiza caravanas de padrinhos da causa, que custeiam as próprias despesas e vão à Moçambique, na África, conhecer o trabalho humanitário. São médicos, dentistas, educadores, artistas, profissionais liberais - voluntários que se unem para conhecer a realidade e ajudar nas tarefas de acolhimento às famílias.

 

Interplan
Willy Macedo