Entrevistas • Gerais

02 de Fevereiro de 2020

TERAPIA SEXUAL - Falha na hora H deixa os homens desesperados

Débora Martins, psicanalista com formação em Sexologia Clínica e Terapia Cognitiva Sexual, tem ainda a formação máster em Hipnose Clínica e a Certificação Internacional Practitioner em PNL. Ela atua em Presidente Prudente como Terapeuta Sexual, e prestou informações sobre seu trabalho, as patologias sexuais e como funciona a terapia.

 

Como começou a atuar nessa área?

Na Terapia Sexual, tudo começou quando eu tinha um blog onde falava sobre diversos assuntos, entre eles sexo e relacionamentos. Com o passar do tempo, as pessoas começaram a me procurar para obter ajuda em seus relacionamentos, e a cada procura dos seguidores eu indicava um profissional da área. Depois de um tempo, cerca de 2 anos, um psicólogo amigo meu, me questionou o motivo de eu não atuar na área de terapia sexual, uma vez que eu falava sobre o assunto de maneira clara, gostava de falar sobre sexo, além de as pessoas se identificarem comigo. Foi quando eu decidi estudar sobre o assunto, e fiz diversos cursos na área da psicoterapia e faço até hoje.

Então comecei a disponibilizar os atendimentos, primeiro na modalidade online, e logo em seguida montei meu consultório na cidade de Presidente Prudente para disponibilizar também o atendimento presencial. Hoje, eu atendo pacientes da cidade e região presencialmente e pacientes do Brasil todo e também de outros países como Japão, Alemanha, Austrália, Portugal, Estados Unidos, entre outros.

 

Qual sua capacitação para atuar nessa área?

Tratamentos das disfunções sexuais masculinas e femininas.

Quando e porque as pessoas devem procurar um terapeuta sexual?

Quando se percebe uma dificuldade em lidar com as questões sexuais, como por exemplo: desconforto sexual, insatisfação nas relações sexuais, autoconhecimento.

Em seu consultório quais são as reclamações mais freqüentes em relação a sexualidade?

Procura por falta/ausência de ereção, Ejaculação precoce, Dor na relação sexual (Dispareunia), Contração involuntária dos músculos vaginais (Vaginismo), causando dor ou desconforto na relação sexual; Falta/ausência de orgasmo; Dificuldade em falar sobre sexo com a parceria.

O atendimento é disponibilizado somente para casais ou pessoas solteiras também pode passar pela terapia sexual?

A terapia sexual é disponibilizada tanto para atendimento casal ou individual, o indivíduo que percebe precisar de terapia, pode seguir o atendimento individual tranquilamente, mesmo aqueles que estão em relacionamentos, sejam namorados ou casados. Aliás a terapia sexual feita individualmente apresentam excelentes resultados, além do que muitas pessoas que procuram pela terapia sexual não desejam nem que suas parcerias saibam. Pois consideram enfrentar momento de fraqueza e, assim preferem falar somente com a terapeuta sobre seus conflitos.

Quem toma mais a iniciativa de procurar ajuda, homens ou mulheres?

É bem relativo. No meu consultório a procura maior é feita por homens, porém a principal diferença entre o motivo que os fazem procurar mais a ajuda é de que os homens não conseguem "fingir" por exemplo a falta de ereção, sendo assim, sentem-se desesperados frente a falha da hora H, e procuram ajuda quase que imediatamente ao ocorrido. As mulheres por sua vez decidem esperar mais, suportam mais a dor, a falta de orgasmo e até mesmo fazer sexo sem vontade (que seria a falta de desejo sexual), porém não é algo aconselhado. Eu sempre oriento as mulheres que elas precisam ter satisfação na vida sexual tanto quanto os homens.

Quais os motivos mais comuns que levam os casais a terem problemas na hora do sexo?

A falta de diálogo é a principal, as crenças aprendidas ao longo da vida sobre o que é uma vida sexual saudável também dificulta muito a vida dos casais. Todos nós somos feitos de referências ao longo da vida, ou seja, tudo o que sabemos, aprendemos com alguém, seja escola, amigos, família, etc...no sexo não é diferente, porém são aprendidas muitas coisas que na realidade são disfuncionais para o casal, o que se torna crença. E tudo precisa ser refeito para que o casal tenha boa qualidade de vida sexual, como por exemplo: O que é bom desempenho sexual, o mito do tamanho do pênis, orgasmo feminino, fantasias sexuais, entre diversos outros.

Qual a forma de tratamento?

Trabalho com  técnicas de PNL (Programação Neuro Lingüística), Hipnose conversacional e também com relaxamentos para diminuir a ansiedade (que está presente na maioria das pessoas que sofrem disfunção sexual). Desmistifico as crenças, utilizando as técnicas de Coach e também da Terapia Cognitivo Comportamental Sexual. O tratamento para as disfunções sexuais costuma ser breve, por volta de 3 meses (12 sessões), porém em muitos casos os pacientes se sentem tão bem na terapia que alguns preferem continuar para tratar outras questões da vida e, eu os deixo muito à vontade.

Quais os benefícios de uma vida sexual saudável?

As pessoas que experimentam de uma vida  sexual mais prazerosa tem melhor o bom humor, menos ansiedade, assim como menor índice de quadros depressivos, são pessoas se socializam  melhor, pois na relação sexual satisfatória faz com que os neurotransmissores liberem hormônios do bem estar, prazer/recompensa que proporcionam maior qualidade se vida.

Que conseqüências as pessoas podem sofrer se não conversarem mais abertamente sobre o assunto?

Eu diria: Baixa auto estima; Relacionamentos disfuncionais; Índices altos de relacionamento extraconjugal; Consumo de pornografia e excesso de masturbação que por sua vez  causam problemas de disfunções sexuais.

 

Serviço:

Débora Martins

Terapeuta Sexual

Psicanalista e Hipnoterapeuta

Consultório: Avenida Washington Luiz, 1800, Jardim Paulista, Presidente Prudente

@debora_terapiasexual

 

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