Entrevistas • Gerais

06 de Agosto de 2020

HORTÊNCIA PINAFFI

 

Temos que mostrar a realidade, sem sensacionalismo!”

A jornalista Hortência Pinaffi, é natural de Presidente Prudente, mas viveu até os 27 anos na cidade de Tarabai, com os pais Cecília e Adelino Pinaffi Neto e a mãe d. Cecília, e seu irmão Éderson Vinícius. Na adolescência, trabalhava como atendente na loja de uma prima de seu pai. Formou-se pela Faculdade de Jornalismo da Unoeste. Começou a carreira como estagiaria na Rádio Comunitária de Pirapozinho e ajudou na implantação da TV Rádio Pérola, em Tarabai. Foi estagiária da Rádio CBN. Tem 15 anos de atuação na TV Band Paulista. É casada desde 2012 com o empresário Valtinho Pereira.

Como está sendo o trabalho nesses tempos de pandemia?

Tivemos que nos adaptar a essa nova realidade, fazer tudo novo, fazer tudo diferente, tudo novo. Fazemos muitas entrevistas por Skype, no estúdio estamos de máscara, usamos muito álcool em gel e mantemos o distanciamento.

Intensificou as entrevistas por videoconferência?

No início da pandemia usamos mais. Mas ainda fazemos algumas entrevistas por vídeo.

Nas entrevistas de rua, quais os cuidados a tomar?

Sempre usar máscara e álcool em gel. O próprio entrevistado é quem segura o microfone e não mais o repórter. Ao retornar da rua, a equipe passa pela aferição de temperatura antes de entrar na emissora.

Alguma situação te deixou com medo de se contaminar durante o trabalho?

Uma entrevista com um casal que já tinha sido contaminado pela covid 19. Fiquei com um pouco de receio quando terminamos a entrevista.

Acha que o jornalismo profissional ganha força nesses tempos em que as pessoas procuram informações confiáveis?

Acho que sim. Acho que as pessoas precisam estar informadas o tempo todo.

Acho que não há necessidade do exagero na forma de se noticiar. Temos que mostrar a realidade, sem sensacionalismo. O assunto é novo, a doença é nova e a gente vive uma nova realidade perante tudo isso.

O assunto Covid tira audiência ou aumenta?

Acredito que no início elevou a audiência, depois as pessoas ficaram um pouco assustadas, com medo, ansiosas e inseguras, e, muitas delas, passaram a não mais ver as notícias. Acho que hoje a audiência segue normal.

Willy Macedo
O Imparcial