Entrevistas • Gerais

22 de Agosto de 2020

Regina Célia comemora 31 anos de seu programa

Regina Célia da Silva, 52 anos, natural de Santo Anastácio, lecionou alguns meses como professora de ensino fundamental, depois concluiu a Faculdade de Direito, mas logo foi atraída para o mundo do rádio. Iniciou na Rádio de Santo Anastácio, veio para a  Rádio Presidente Prudente, onde trabalhou um ano, e está há 31 anos na 98 FM, onde pilota o programa da manhã, diariamente, das 6h às 11h.

Como você se tornou radialista?
REGINA: Fui dar uma entrevista sobre um festival de dublagem na cidade e, de repente, lá estava eu sendo convidada pra trabalhar no rádio [não tinha nada planejado]. Foi uma daquelas ocasiões na vida que você pensa “meu Deus como as coisas tomaram este rumo [risos], como vim parar aqui? Mas dizem que nada é por acaso, então acho que fui conduzida e me deixei levar suavemente pelo universo. Bem, estou no ar há 32 anos na 98FM [uma vida né... que nem notei passar]. Eu acho que a vida é assim mesmo pra ser vivida e não notada. A vida pra mim é cada dia, cada novo aprendizado, ela começa todos os dias também... assim que acordo, acho que começa tudo de novo, uma nova chance, uma nova história!

Como surgiu esse programa atual?
Bem, o rádio é vida real [o rádio que eu acredito e tento fazer pelo menos], então esse programa surgiu apenas das necessidades do dia a dia das pessoas, da mudança dos tempos. Hoje tudo é muito dinâmico, então temos que dar o que as pessoas esperam do rádio: boa música e boa companhia e, claro, boas dicas de compras [risos]! E acredite, boa conversa pode mudar a vida das pessoas, só depende de como você passa isso pra elas e, claro, de como estamos abertos ou não pra receber! Rádio é vida com potencial para “estar” de alguma forma em outras vidas e assim seguir um ciclo de alimentar e se realimentar! 

Alguma história interessante desse período no rádio?
Foram tantas e todas elas tão importantes, que não consigo te contar uma! Mas te digo uma coisa: somos as nossas histórias, são elas que fazem de nós seres únicos... Nascemos zerados e nossas histórias nos constroem. Cada felicidade, cada tristeza, cada perda ou conquista nos levam no computo geral a um lugar único, e é assim com todo mundo! Por isso que cada ser humano é mágico, único e exclusivo, eu diria inédito até [risos]. Por isso sempre aprendemos e ensinamos, e vamos nos tornando cada vez mais uma obra valiosíssima!

Como é estar à frente de um programa como o seu?
 É bom, tudo feito com amor, responsabilidade e acreditando é muito bom!

Em quem se inspira? 
Com certeza devo ter me inspirado na mágica do próprio rádio, no mistério que me causava! Ficava ouvindo rádio bem baixinho na cama até dormir... Aquilo era vida pra mim! Minha mãe falava: desliga esse rádio e vai dormir... Eu abaixava mais um pouco e continuava lá de ouvido bem colado pra ela pensar que eu tinha desligado! [isso era opressão, mas quem da nossa geração não foi né, de um jeito ou de outro].

Como você tem lidado com a pandemia?
Me adaptando... Afinal a gente não tem muita escolha, né. Outro assunto difícil... A pandemia tem várias “caras”. Cada um tem uma realidade e todos à sua maneira estão se adaptando e fazendo o que podem!

Afetou seu programa de alguma forma? 
Acho que a pandemia causou uma mudança de valores, ou uma “retomada” de valores... Estamos ao lado das pessoas nessa hora através do rádio fazendo parte, junto com elas nessa ocasião histórica! Acho que mesmo a distância, ficamos mais próximos, mais amigos, mais unidos aos nossos ouvintes. E para te falar uma grande verdade, diante de um momento de surpresas e mudanças nunca pensadas no mundo, eu entendo que o que me move é o que me emociona... E o que me emociona são as pessoas... Porque no fundo mesmo são as pessoas que importam!

O Imparcial
Willy Macedo