Minhas Corridas • Sinomar

14 de Abril de 2016

Paixao por Presidente Epitacio aumenta apôs corrida de 36 km

A cidade e’ um paraíso para os esportistas do ciclismo e das corridas. Tem a maior rede de ciclovias da região. 
Ha 3 semanas para a Maratona de Sao Paulo, em 24 de abril escolhi Presidente Epitacio para o ultimo treino longo antes da prova. Me instalei no Hotel Itavera na noite de sexta, 1 de abril, e na madrugada de céu estrelado de 2 de abril, acordei as 4 da madrugada, e uma hora depois ja estava no ponto de largada, a portaria do Parque Figueiral. 
Sai correndo pela ciclovia com um lanterna na mao, emprestada por Simone Noronha, fisioterapeuta, dona da cínica Fiseacus, e organizadora das corridas e provas de triatlhon em Presidente Epitacio. Gentilmente ela se ofereceu para me acompanhar de carro e prestar o apoio necessário para suportar os 36 km. A lanterna era necessária para iluminar a ciclovia. Dava para ver a ciclovia, mas havia o risco de pisar numa cobra. Melhor pecar pelo excesso.
Seis quilômetros depois cheguei à avenida Presidente Vargas, que corta a cidade. Subidinha tranquila, leve. Perto do trevo, logo chego a outra ciclovia, e de la à direita ate chegar na ponte que divide Sao Paulo e Mato Grosso do Sul. A grande aventura do dia, alem de correr os 36 km, era cruzar a ponte, que tem uma passarela para pedestres , com um metro de largura. Imaginei correr a ponte toda. Mas apôs 2, 5 km, termina a passarela. Na verdade termina aponte e começa um aterro. Correr em acostamento nao e’nada seguro, por isso abortei o restante do roteiro programado, e voltei pelo outro lado da passarela. 
Terminando a ponte tomei o rumo da Orla de Presidente Epitacio, lugar mais lindo da cidade, mas conhecida pela temperatura media e umidade relativa do ar elevadas. Por isso escolhi largar as 5 da manha, para curtir pelo menos duas horas de corrida sob temperaturas e condições mais amenas.  Eram cerca de 7 horas da manha. Sensacao maravilhosa correr contemplando aquele  verdadeiro mar de agua doce, brilhando com a luz do amanhecer.
Ao final da ciclovia da Orla, o sol ficou mais forte e o calor umido da beira do rio, se fez presente e afetou sensivelmente o ritmo da minha corrida. O pace foi baixando conforme fui sentindo o calor aumentando. O motor foi esquentando, levando a uma elevação significativa da freqüência cardíaca e consequentemente a uma fadiga precoce e perda de rendimento. 
Os seis quilômetros finais foram difíceis, com a sensação de musculatura presa, cansada, derrubando o desempenho, mas bons para treinar a resistência e prepararar o corpo para a maratona em Sao Paulo. Essa era a ideia:  sentir as verdadeiras necessidades e cuidados a serem tomados. 
Valeu a pena chegar correr em Presidente Epitacio.

Willy Macedo
Cultura Inglesa